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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Voltando...

Acho que somente ontem voltei, realmente, do retiro... Lendo o meu último post, antes do Kyol Che, percebo continuidade entre o antes e o agora. Só que eu não fazia a menor idéia do que vinha pela frente...

Como disse a Raquel, não há um retiro igual ao outro. Depois das surpresas - gratas e ingratas, rs - do primeiro retiro, podemos ter a inocência de acreditar que as impressões se repetirão, de forma confortavelmente previsível, nos segundo, terceiro, quarto... Que belo engano!

Para mim, o Kyol Che deste ano foi, sim, um corte com o passado. O que se "quebrou" dentro de mim não tem volta, pois negar a consciência de um fato é algo que só as crianças conseguem fazer... Falta-lhes a noção de que é impossível fazê-lo, por isso conseguem. Como uma criança assustada, ainda sofro com a ausência da proteção imaginária que criei em torno de mim e que cultivei durante tantos anos. Ter consciência dói. Mas também cura...

Hoje, quase uma semana após o fim do Kyol Che, posso dizer com segurança que o tal "corte" foi uma bênção em minha vida. Ainda estou me ajustando à nova forma de ver e de sentir o mundo, mas sei que tudo o que está acontecendo é uma resposta aos anseios mais profundos da minha alma. Ver, saber, sentir a verdade de quem eu sou.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Soltando o resultado

Coisa de uma semana atrás, guardei alguns minutos, antes de dormir, para rezar.
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Ao iniciar a minha oração, de repente não me parecia "certo" pedir pelo que eu queria. Não que fosse "errado" pedir, apenas não parecia ser o que eu realmente queria fazer.
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Para continuar essa história, preciso explicar uma coisa. Neste momento, o que acontecer na vida de uma outra pessoa terá efeitos significativos na minha vida. Se, para ela, as coisas ocorrerem de uma maneira A, minha vida toma um rumo. Se de uma maneira B, outro.
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Então, ao iniciar a minha prece, comecei pela maneira habitual de rezar: "Peço que aconteça isso e aquilo, e mais aquilo outro, se não for abusar..." Parei. Senti. E o que saiu foi o seguinte:
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"Peço que aconteça o que for melhor para essa pessoa. Que aconteça o que for melhor para ela."
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Essa prece saiu forte, serena, decidida. A mente ainda precisou se ajustar à idéia que o coração já tinha processado. Então, a mente disse:
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"Mas... claro... faz sentido. Se confio na Existência e na sabedoria misteriosa dos acontecimentos, o que for melhor para essa pessoa será, necessariamente, o que é melhor para mim."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Relaxar

Já faz um tempo que "internalizei" a noção de que simplesmente relaxar é a cura para todos os males da mente, corpo, coração... Para mim, relaxar é outro nome para meditar. Porque, afinal, meditar nada mais é do que entrar em um estado de profundo relaxamento físico, mental, emocional e espiritual, sem dormir. Inclusive há "técnicas de meditação" que começam com um relaxamento induzido, levando o meditador a tornar-se consciente de todas as partes do seu corpo, como uma preparação para o estado meditativo.
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Sendo assim, quando estou presente o bastante para me lembrar do que acabei de escrever, simplesmente paro e relaxo. Vou deixando cada partezinha do me corpo "soltar", "cair"... Até digo a mim mesma que não estou meditando, mas apenas relaxando - isso tira a pressão de ter que entrar em alfa ou coisa parecida, rsrs. Às vezes é muito bom ficar assim... Outras, só consigo perceber o quando é difícil relaxar. E outras vezes pego no sono, mesmo, rsrs.
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Se não me engano, Brian Weiss - aquele terapeuta que escreve livros sobre experiências de vidas passadas - disse que a maioria das grandes curas sempre ocorrem a partir de um estado de profundo relaxamento. Acredito que deve ser assim, sim. Deve ser quando abrimos mão do controle - da tensão, do evitamento - que conseguimos liberar e deixar ir as coisas negativas a que nos agarramos, sem percebermos.
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Então, agora, relaaaaaaaaaxa!!