quinta-feira, 21 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
A mudança continua
Ao decidir escrever hoje, percebi a recorrência do tema. Dei um pesquisada no blog e encontrei nada menos que 4 postagens sobre este assunto! Aqui, aqui, aqui e aqui.
Chamo a isso, internamente, de "Luciana querendo acordar", ou "Luciana querendo nascer".Isso porque, em vários momentos, me vem essa imagem, essa sensação de que estou nascendo agora. É sério! Uns meses atrás eu me sentia em pleno trabalho de parto, hahaha! Hoje, me vem muito a imagem de uma recém-nascida.
Continuo escolhendo largar antigas decisões. Aparecem, aos montes, nos momentos e assuntos mais diversos. Decisões tomadas com certa consciência, porém com a maturidade de uma menina de uns 8 anos. Acho que 8 anos foi a idade em que formei a base mental da minha personalidade.
Tem sido tão gostoso retomar essas decisões. Perceber que, sim, a vida às vezes é difícil e os relacionamentos são complicados e a gente se magoa, se julga... Perceber o quanto fui dura comigo mesma, considerando-me inadequada, vergonhosa, enfim, errada! Perceber quanto tempo da minha vida gastei (gasto) disfarçando quem sou de alguma outra coisa (outra coisa melhor? há controvérsias!). Perceber, no fim das contas, que todas as defesas que armei naquele tempo não são a melhor forma de lidar com as dificuldades. Isso é o que tem me dado a liberdade de experimentar outras soluções.
De todas, a maior lição tem sido respeitar a criança que fui. Aquela que ainda vive em mim, por meio de lembranças e de características que, de tão básicas, parecem ser instintivas, inerentes a esta pessoa que escreve. Na minha cabecinha de 8 anos, a única solução possível, tomada com muuuita raiva e vergonha, foi (tentar) trancafiar (sem sucesso) todas as minhas características ruins numa jaula e mantê-las ali, quietas, para que não me atrapalhassem. Elas formavam a minha "fera", que eu temia ser capaz de destruir todos os meus relacionamentos.
Agora, escolho me colocar frente a frente com "a fera". Escuto-a, deixo-a falar, comigo e com os outros. Também escolho admitir, para mim mesma, tantas outras características, sentimentos e impulsos que considerei terríveis demais para aceitar. Não sem um certo constrangimento, claro. Não quero deixar aqui a impressão de que isso é sempre uma delícia. Afinal, admitir sentimentos e atitudes de inveja, egoísmo, destrutividade, não é exatamente como ir a um parque de diversões. Mas, engraçado... o reconhecimento tem trazido um alívio muito mais magnético do que qualquer impulso de correr da raia.
E quando é demais e não tenho mais colo para dar a mim mesma, quando desaparecem de mim a compreensão e a aceitação de que preciso, rezo. Peço a Jesus, em sua compaixão infinita, que ensine isso ao meu coração. Peço a Padmasambhava, o Bodhisatva da Compaixão, que me inspire. Peço ao meu "protetor", que tantas vezes se comunicou comigo por meio de uma amiga, que sussurre ao meu ouvido palavras de sabedoria. Vou à praia e deixo que o vento, a areia, o mar, me lembrem do que a vida realmente é feita.
A minha longa caminhada está me trazendo exatamente até onde sempre estive. Nada mudou. Apenas estou descobrindo que aquela coisinha esdrúxula e insuportável que eu era, na verdade, não tinha nada de errado. Nenhuma criança nasce errada. Elas apenas não sabem disso. Aí, sim, elas adoecem.
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Plenoasmo
Pleonasmo é uma repetição, uma redundância, proposital ou não, que enfatiza uma determinada idéia.
Por exemplo, um morador de Recife comete pleonasmo ao dizer: "Ali é perigoso, viu?" pois, em Recife, na palavra "ali" subentende-se o adjetivo "perigoso".
Por exemplo, um morador de Recife comete pleonasmo ao dizer: "Ali é perigoso, viu?" pois, em Recife, na palavra "ali" subentende-se o adjetivo "perigoso".
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Sociedade do Processo
Outro dia ouvi no rádio o caso de uma mulher que, flagrada em relacionamento com um homem casado, entrou com processo por Danos Morais contra a esposa traída, por ter ouvido da última uns bons desaforos.
Na mesma semana, ouvi também sobre um homem que, após dificuldades na efetivação de uma compra, sentiu-se ofendido pelo fato de a vendedora ter feito um sinal para que o segurança da loja se aproximasse. Conforme relato do próprio homem, não houve contato físico entre ele e o segurança, ele não foi tirado da loja à força, nem ao menos convidado a sair. Ainda assim, a funcionária do Procon, consultada pelo programa, orientou-o a entrar com a ação por Danos Morais, por ofensa cometida pela despreparada vendedora.
Ambos os casos me deixaram boquiaberta. No primeiro, porque alguém que se intrometeu em um casamento tenha decidido que não merecia ouvir xingamentos por parte da vítima da traição. No segundo, porque a funcionária do Procon tenha recomendado a abertura de processo em decorrência de um constrangimento tão pequeno...
Mais surpresa ainda fiquei ao constatar que muitas pessoas concordam que, no segundo caso, era justa a abertura de processo. E que, no primeiro, dependendo do prejuízo que os xingamentos causassem - como perda de uma promoção ou de emprego - a ação seria justa... Ou seja, se a esposa traída trabalhasse com a amante de seu marido e explodisse com ela no ambiente de trabalho, resultando em antipatia das pessoas em relação à última (antipatia essa que pudesse evoluir a uma perda de emprego ou de promoção, embora isso seja um tanto difícil de provar), seria a esposa traída merecedora de processo?
Tenho medo disso em que a nossa sociedade parece estar se transformando. Nos Estados Unidos já é assim: se você espirrar sem tapar o nariz, é capaz de sofrer um processo da parte de algum passante que se julgue prejudicado pela sua rinite. E pode ser que ele ganhe.
Será mesmo que as pessoas não deviam tentar lidar com as suas frustrações, sem ficar o tempo inteiro procurando um culpado? Será que o homem que se sentiu atingido pela chegada do segurança da loja não poderia simplesmente perceber o quanto a vendedora estava despreparada e até fazer piada da situação? E eu não vou nem comentar o caso da amante, fala sério...
Sou decididamente contra essa mentalidade do processo. Não acredito em uma sociedade em que as pessoas têm a possibilidade de lidarem com seus brios e melindres judicialmente. Se eu fosse juíza, sentenciaria o queixoso a fazer uma reflexão profunda sobre si mesmo, sobre os próprios julgamentos em relação a si na situação, enfim, sobre o que realmente lhe incomodou tanto. Um bom juiz decide de maneira que ajude a sociedade a crescer, evoluir. E crescer é assim: a gente vai aprendendo que não adianta fazer birra.
A sociedade do processo endossa o comportamento irado e irrefletido de crianças mimadas, que não estão dispostas a lidar com um mínimo de chateação. Crianças-adulto que têm nas mãos um instrumento poderoso para exercer sua vingança, sentindo o gostinho de aniquilar o oponente, arruinando-o financeiramente. E quando isso acontece, o único ˜vencedor" é a Inconsciência...
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Frases sobre a fé
Viver é um ato de fé
É seguir adiante, sem saber o que nos espera
Insistir em um plano para o qual não há garantias
A fé é o ânimo de ir em frente
Houve um tempo em que eu não tinha fé
Não conseguia rezar, embora soubesse como
Não pedia por mim, pois, no fundo,
não acreditava que receberia ajuda
Viver sem fé é como morar numa casa vazia e sem janelas.
Você não sabe o que está fazendo ali e não vê saída.
Por duas vezes, rezei e fui atendida
Imediatamente!
Quem me conhece há algum tempo
pode estranhar essas palavras
vindas justo de alguém sempre tão cética como eu
É que descobri que o ceticismo é um tipo de doença
É uma inteligência que é burra
Pois ignora o fato de que ignora um bocado de coisas...
Não é preciso religião para se ter fé
Mas acreditar em influências fora do nosso controle
E que podemos invocar consciência, sabedoria, compaixão
Acreditar que pedir é o suficiente para receber
E é preciso realmente pedir
Como exercício dessa fé
Só assim os resultados ficarão aparentes
E não restarão mais dúvidas.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Limão para limonada
Dizem que a arte nasce da dor. Sendo assim, resolvi fazer poesia a partir do estado deplorável da TPM. Pelo menos vai servir para alguma coisa, né??
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Comunicação
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Áspero
Assim é meu mundo
Ferem as palavras
Ditas e ouvidas
Comunicação gera solidão
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TPM
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Coração desanimado, amargurado
Como quem perdeu um amor
Rasteja como um verme, indignado
Alimentando-se dos detritos de sonhos desfeitos
Segue sem brilho, sem planos, sem sentido
Seu problema é falta de fé
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Em obras!
Atendendo a pedidos, vou fazer uma forcinha para ressucitar o blog, rsrs!
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E para entrar no clima "empoeirado", vou contar sobre a reforminha no nosso apartamento!! Tá certo que muitos que acompanham o blog também estão no meu Facebook e já viram algumas fotos, maaaaaas aqui é que serão revelados todos os detalhes dos bastidores, rs!
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Já faz um tempo que ando "me coçando" para fazer uma reforma, não vou mentir. Um desejo cada vez menos controlável de ajeitar o "meu cantinho" (que, no caso, é meu cantinho com Bruno e tem um pouco da cara dos dois). Então estou curtindo horrores essa reforma, com toda a poeira, gastos e trabalheira que dá!
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Parte elétrica da sala
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A idéia de fazer uma reforma foi acontecendo aos poucos. Primeiro, vimos que seria necessário mandar fazer guarda-roupas para os quartos. Para isso, contratamos uma arquiteta, já que um guarda-roupas sob medida é um investimento um tanto alto para arriscar resultado capenga. E daí, já viu, né? A arquiteta nos mostrou que esse era o momento de mexer um tantinho no apê, para começar uma vida mais gostosinha lá dentro.
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Começamos pelos cômodos mais críticos de uma casa: a cozinha e o quarto de casal. Os móveis desses dois cômodos foram rapidamente projetados e encomendados. E aí...
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Veio o dilema: que fazer da parte elétrica, iluminação e pintura?? Afinal, não parece muito inteligente pintar apenas a cozinha e a sala, né?? Mas e a verba pra fazer tudo, rsrs!? Foi aí que rolou um providencial mãe-vó-trocínio, que, bem dizer, liquidou as despesas com os móveis encomendados, deixando o orçamento livre para novos movimentos!
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E foi assim que a nossa sala ficou como na foto acima! Tem uma foto do quarto, mas ela não ficou muito boa depois de carregada aqui no blogspot...
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Primeiro foram feitas as instalações elétricas. Houve alterações na sala, no corredor e no quarto de casal. Os outros dois quartos ainda estão intocados, pois todos os móveis da casa estão guardados neles, longe da poeira. Em seguida, foi aplicado o gesso. Esse serviço termina hoje! Abaixo, a progressão:
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Sala em obras!

Primeiros resultados!

O corredor e o verde da parede!
(to be continued)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Tomate "Seco"?!?
Se o tomate é "seco", então por que é que ele é servido com uma concha do óleo no qual é conservado??
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Ficam a pergunta e o protesto.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Duplo Reconhecimento

Lúcia demorou um pouco para notar Dona Flora. Havia entrado na loja de roupas de cama com o objetivo certo de comprar aquele jogo de lençóis, somente e nada mais que ele. Blindara seus olhos e ouvidos contra qualquer oferta sedutora, dessas que fazem a cliente comprar o dobro do que planejara e ainda sair achando que economizou.
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Toda a preparação foi logo desarmada. Dona Flora, uma senhora magrinha e baixinha, de cabelos pretos e anelados, pouco abaixo do queixo, aparentava ter tido uma criação sem riqueza material. Não usava óculos. Muito gentil e educada, sim, mas havia algo mais. Admirada, Lúcia percebeu que Dona Flora portava-se com a "distinção natural" de uma alma que conhece o seu valor, assim como o de outrem. Poderia certamente ter sido uma rainha em vida anterior, tamanha a serenidade e dignidade que sua presença trasmitia.
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Encantada e tocada, Lúcia pôs-se a devanear sobre a auspiciosidade daquele encontro, afinal não é sempre que se esbarra com uma rainha em pleno shopping center. E quando já concluíra a compra e preparava-se para se despedir e seguir seu rumo, ouviu de Dona Flora as seguintes palavras:
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"Moça, você é muito simpática, viu? Um amor de pessoa. É tão bom quando a gente atende alguém assim. Claro que atendemos todo mundo bem, mas tem pessoas que dão gosto! Foi um prazer, viu?"
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Lúcia sorriu largo, agradeceu muito e foi embora. Não devolveu o elogio na mesma medida e nem contou sobre o que estivera pensando minutos antes, por receio de parecer forçada... Mas saiu da loja feliz da vida.
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*Baseado em fatos reais.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
2 anos!

Hoje faz 2 anos que resolvi arriscar um blog, inspirada pelo Reflexos e também pelo Wake Up And Live (não, não faz 25 anos, mas é dia 25, sacou?).
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Ando meio sem tempo/inspiração para escrever, mas precisava registrar esta data!
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E também precisava publicar a foto desse bolo fofíssimo que achei por aí na internet! ;-)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Água no feijão!
Feliz 2012!!
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Este ano começou a desabrochar. Depois de muito preparo, espera e até tubulência, a mudança para o novo apartamento, onde começa a nossa vida de casados, mostrou-nos que é possível tocar um lar aconchegante, receptivo aos amigos e cheio de comida boa, rs!
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Trata-se de uma vantagem deste casal: ambos gostamos de cozinhar. Eu, empolgadíssima para aprender novas receitas, pequenas variações (mas que façam toda a diferença!), pratos típicos do nordeste e, especialmente, ser uma cozinheira natureba de mão cheia, dessas que fazem qualquer um passar bem sem carne - quase uma Martina, lá do Morgenlicht, sabe, Raquel? Ele, dono da melhor receita de cachorro-quente do mundo, mestre na improvisação com recursos escassos e com um dom para a mistura de aromas (tô quase cedendo à tal da raspa de limão, amor... rsrs!). Comida não é o nosso problema.
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Arrumação, sim, é um problema. Trata-se de um casal extremamente bagunceiro e, devo admitir, preguiçoso, mesmo... Ui! Algo a ser trabalhado com afinco, afinal o jeitinho gostoso do nosso lar depende diretamente de sua organização. Uma faxineira, pelo menos duas vezes por semana, ajudará bastante nesse item, jah bless...
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A despeito do pouco tempo passado desde sua ocupação, nosso apartamento já acolheu pelo menos 4 festinhas e um almoço de família. Minha total falta de "espírito jornalístico" deve estar contaminando o marido, pois não temos uma foto sequer da grande maioria desses eventos! Mas, para salvar a pátria, minha amigona Carol levou sua máquina ontem e lembrou desse detalhe, rs! (ainda vou cobrar dela a foto em que Bruno aparece!!)

No que depender de mim, teremos muitas e muitas noites como esta. Amigos queridos, uma coisinha pra mastigar, outra pra beber e boa música. Ontem foi-se todo o feijão que eu tinha preparado para o almoço da semana, rsrs, bebemos tudo de caneco, com ovinho de codorna, azeitona, torresmo (para alguns, pois eu acho um horror, rsrs) e calabresa, delícia!! Foi o primeiro "caldinho" que fiz na vida! As horas passaram que a gente nem viu, bom demais.
Feliz casa nova!!
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Tristeza e pé no chão
Uma das coisas mais engraçadas sobre a vida é o quanto a gente muda. E parece até que quanto mais frisarmos o quanto odiamos ou amamos uma determinada coisa ou situação, mais oposto será o nosso sentimento depois, rs.
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Assim foi comigo e o samba.
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Fui uma criança e adolescente enjoada para música, não ouvia quase nada. Gostava das coisas que minha mãe ouvia, Barbara Streisand, Carly Simon e outras músicas românticas, sempre em inglês. Decididamente, a música brasileira não me agradava.
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Em especial o samba. :-)
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Hoje acho uma delícia escutar um bom samba e especialmente, é claro, dançar. O que antes achava repetitivo e monótono (hein?!?!) hoje é garantia de horas e horas de diversão, sem descanso. Uma noite de samba, para mim, equivale a 10 sessões de massagem relaxante, acompanhadas de uma caixa de chocolates Lindt com champagne!! Adoro os mais antigos, românticos, debochados, porém sem tanta malícia, tristes... Engraçado como samba gosta de ser triste, rs. Curto um samba-enredo, porém em doses moderadas, pois haja perna pra tanta velocidade (aproveito para registrar meu profundo respeito às rainhas de bateria, vôte...). E sinto uma satisfação a mais por cantar e dançar um ritmo que é tão a cara do meu país.
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Bom, o samba que vou postar aqui se chama "Tristeza e pé no chão", cantado por Clara Nunes. Adooooro!!
Dei um aperto de saudade no meu tamborim
Molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas
Dei o tempo de espera para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação
Vai manter a tradição
Vai meu bloco, tristeza e pé no chão
Fiz o estandarte com as minha mágoas
Usei como destaque a sua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
Do velho som da minha surda dividi meus versos
Vai manter a tradição
Vai meu bloco, tristeza e pé no chão
Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para a quarta-feira
domingo, 11 de dezembro de 2011
Andanças

Caminhar tinha um gostinho de vida de verdade que poucos pareciam entender. Havia uma alquimia curadora entre o cheiro do chão no calor escaldante, o ar pesado e úmido e sua respiração, aos poucos pausada e profunda. O cansaço das pernas trazia-lhe a serenidade de quem sabe: estou aqui. Essa presença se confirmava nas papoulas vermelhas do canteiro na rua, nas orquídeas violeta dos condomínios de elite, nos olhares absortos do povo simples que como ela caminhava, anônimo, seguindo seus destinos invisíveis.
Nessas andanças, romanceava sua cidade. Antecipava a diversão de ultrapassar cada obstáculo do caminho, imaginando o que vinha pela frente e fazendo pequenas alterações de rota, em busca das ruas mais bonitas e arborizadas, para passar por dentro de um parque ou escolher uma via menos deserta. As calçadas tornavam-se testemunhas, confidentes silenciosas de seus sentimentos mais guardados. Fizera amizade com elas, há muito. Lembravam-lhe dos dias conflituosos, do medo da rua, das pequenas vitórias e também dos tropeções, como daquela vez em que caíra retinha no chão de cimento, somente amparada pelas mãos. Um homem aproximou-se correndo e limpou suas mãos com as dele, afeto e cuidado simples que se daria a uma criança. Ela riu, por dentro.
Descobrira o prazer de descobrir uma nova cidade dentro da sua - quantas coisas são perdidas quando se anda de carro! Atravessar uma ponte a pé, por exemplo, revela um rio muito mais bonito. Pensava na sorte que tinha de estar experienciando realmente a vida. Pois, para ela, era assim: até o céu a pé tinha outra cor.
Quando perguntada sobre o que pensava dessa vida de andarilha, disse:
"Caminhar é um ser pequena que é ser grande. Ser livre, sem limites. É se misturar com o ar e com o céu, enquanto o corpo leva aonde se quer ir."
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Só as rosas falam...



Sim, finalmente consigo descrever o que está acontecendo agora... Ando sentindo muito mais do que me é possível expressar. Assim, o blog fica em silêncio, aguardando o processamento.
Neste momento, as flores falam muito mais do que posso eu mesma dizer. É belo, emotivo, frágil, facilmente machucado ou até mesmo destruído.
Delicada, espinhenta, doce, única. Cada flor é única.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
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