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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Água no feijão!

Feliz 2012!!
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Este ano começou a desabrochar. Depois de muito preparo, espera e até tubulência, a mudança para o novo apartamento, onde começa a nossa vida de casados, mostrou-nos que é possível tocar um lar aconchegante, receptivo aos amigos e cheio de comida boa, rs!
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Trata-se de uma vantagem deste casal: ambos gostamos de cozinhar. Eu, empolgadíssima para aprender novas receitas, pequenas variações (mas que façam toda a diferença!), pratos típicos do nordeste e, especialmente, ser uma cozinheira natureba de mão cheia, dessas que fazem qualquer um passar bem sem carne - quase uma Martina, lá do Morgenlicht, sabe, Raquel? Ele, dono da melhor receita de cachorro-quente do mundo, mestre na improvisação com recursos escassos e com um dom para a mistura de aromas (tô quase cedendo à tal da raspa de limão, amor... rsrs!). Comida não é o nosso problema.
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Arrumação, sim, é um problema. Trata-se de um casal extremamente bagunceiro e, devo admitir, preguiçoso, mesmo... Ui! Algo a ser trabalhado com afinco, afinal o jeitinho gostoso do nosso lar depende diretamente de sua organização. Uma faxineira, pelo menos duas vezes por semana, ajudará bastante nesse item, jah bless...
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A despeito do pouco tempo passado desde sua ocupação, nosso apartamento já acolheu pelo menos 4 festinhas e um almoço de família. Minha total falta de "espírito jornalístico" deve estar contaminando o marido, pois não temos uma foto sequer da grande maioria desses eventos! Mas, para salvar a pátria, minha amigona Carol levou sua máquina ontem e lembrou desse detalhe, rs! (ainda vou cobrar dela a foto em que Bruno aparece!!)


No que depender de mim, teremos muitas e muitas noites como esta. Amigos queridos, uma coisinha pra mastigar, outra pra beber e boa música. Ontem foi-se todo o feijão que eu tinha preparado para o almoço da semana, rsrs, bebemos tudo de caneco, com ovinho de codorna, azeitona, torresmo (para alguns, pois eu acho um horror, rsrs) e calabresa, delícia!! Foi o primeiro "caldinho" que fiz na vida! As horas passaram que a gente nem viu, bom demais.

Feliz casa nova!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tristeza e pé no chão

Uma das coisas mais engraçadas sobre a vida é o quanto a gente muda. E parece até que quanto mais frisarmos o quanto odiamos ou amamos uma determinada coisa ou situação, mais oposto será o nosso sentimento depois, rs.
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Assim foi comigo e o samba.
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Fui uma criança e adolescente enjoada para música, não ouvia quase nada. Gostava das coisas que minha mãe ouvia, Barbara Streisand, Carly Simon e outras músicas românticas, sempre em inglês. Decididamente, a música brasileira não me agradava.
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Em especial o samba. :-)
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Hoje acho uma delícia escutar um bom samba e especialmente, é claro, dançar. O que antes achava repetitivo e monótono (hein?!?!) hoje é garantia de horas e horas de diversão, sem descanso. Uma noite de samba, para mim, equivale a 10 sessões de massagem relaxante, acompanhadas de uma caixa de chocolates Lindt com champagne!! Adoro os mais antigos, românticos, debochados, porém sem tanta malícia, tristes... Engraçado como samba gosta de ser triste, rs. Curto um samba-enredo, porém em doses moderadas, pois haja perna pra tanta velocidade (aproveito para registrar meu profundo respeito às rainhas de bateria, vôte...). E sinto uma satisfação a mais por cantar e dançar um ritmo que é tão a cara do meu país.
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Bom, o samba que vou postar aqui se chama "Tristeza e pé no chão", cantado por Clara Nunes. Adooooro!!





Dei um aperto de saudade no meu tamborim
Molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas
Dei o tempo de espera para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação

Vai manter a tradição
Vai meu bloco, tristeza e pé no chão

Fiz o estandarte com as minha mágoas
Usei como destaque a sua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
Do velho som da minha surda dividi meus versos

Vai manter a tradição
Vai meu bloco, tristeza e pé no chão

Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para a quarta-feira

domingo, 11 de dezembro de 2011

Andanças


Caminhar tinha um gostinho de vida de verdade que poucos pareciam entender. Havia uma alquimia curadora entre o cheiro do chão no calor escaldante, o ar pesado e úmido e sua respiração, aos poucos pausada e profunda. O cansaço das pernas trazia-lhe a serenidade de quem sabe: estou aqui. Essa presença se confirmava nas papoulas vermelhas do canteiro na rua, nas orquídeas violeta dos condomínios de elite, nos olhares absortos do povo simples que como ela caminhava, anônimo, seguindo seus destinos invisíveis.

Nessas andanças, romanceava sua cidade. Antecipava a diversão de ultrapassar cada obstáculo do caminho, imaginando o que vinha pela frente e fazendo pequenas alterações de rota, em busca das ruas mais bonitas e arborizadas, para passar por dentro de um parque ou escolher uma via menos deserta. As calçadas tornavam-se testemunhas, confidentes silenciosas de seus sentimentos mais guardados. Fizera amizade com elas, há muito. Lembravam-lhe dos dias conflituosos, do medo da rua, das pequenas vitórias e também dos tropeções, como daquela vez em que caíra retinha no chão de cimento, somente amparada pelas mãos. Um homem aproximou-se correndo e limpou suas mãos com as dele, afeto e cuidado simples que se daria a uma criança. Ela riu, por dentro.

Descobrira o prazer de descobrir uma nova cidade dentro da sua - quantas coisas são perdidas quando se anda de carro! Atravessar uma ponte a pé, por exemplo, revela um rio muito mais bonito. Pensava na sorte que tinha de estar experienciando realmente a vida. Pois, para ela, era assim: até o céu a pé tinha outra cor.

Quando perguntada sobre o que pensava dessa vida de andarilha, disse:

"Caminhar é um ser pequena que é ser grande. Ser livre, sem limites. É se misturar com o ar e com o céu, enquanto o corpo leva aonde se quer ir."

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Momento SPA

Hoje, finalmente, entreguei um trabalho que vem me sobrecarregando há mais de 15 dias e que literalmente me tirou o sono de ontem para hoje.

Sentindo-me miserável e infeliz, cansada, com sono e ao mesmo tempo elétrica, decidi num impulso ligar para o NUWA, onde nunca tinha ido a não ser para distribuir os panfletos dos workshops de Renascimento. A escolha deveu-se ao fato de que resolvi que eu merecia uma massagem top de linha e que, por isso, escolheria um lugar bom e pagaria caro, se fosse preciso.

Foi o dinheiro mais bem gasto dos últimos tempos (calma, amor, é só uma força de expressão, viu?! Afinal, não há dinheiro mais bem gasto do que as passagens para te ver, as nossas viagens, jantares especiais, as alianças, e tanto mais...). Isso porque a massagem contratada incluiu:

- um escalda-pés delicioso
- uma massagem nos pés
- chazinho com biscoito
- a massagem contratada
- sauna depois

Além disso tudo, o lugar é delicioso, o atendimento muito bom, a música muito bem escolhida, o chuveiro uma delícia... A gente se sente em outro universo, rs, parece coisa de filme!

Não consegui fazer a massagem originalmente contratada, com pedras quentes, pois houve um blackout 5 minutos antes da minha chegada que impossibilitou o trabalho com as pedras. Então fiz a Massagem Terapêutica, cujo objetivo era o desfazimento de nódulos e tratamento de dores musculares. A falta de energia foi, ao mesmo tempo, um bônus: a casa estava iluminada por velinhas, distribuídas em copinhos de vidro, no chão. Deu um climinha escurinho e delicioso... Assim que comecei o escalda-pés, já era outra pessoa... :-)

Saldo da experiência: estou leve, feliz e decidida a voltar mais vezes e experimentar outras coisas. Acho que uma vez por mês dá para administrar, rs! Duro vai ser esperar o dia de ir!!